Ela vivia uma vida simples,
Numa era de aparente igualdade.
Se apaixonou por si mesma,
Encarando o eu dentro de si,
Coisa que não se via à sua volta,
Os olhares, esses, eram vazios.
Ela entendeu mais que nunca,
Que a vida era difícil pra ela,
E para todas como ela.
Desde o seu nascimento,
Até depois da vida.
A apelidaram de flor,
Disseram que sua natureza
Era abaixo das sombras das copas das árvores
Mas quando ela alcançou a luz....
Ah, a luz....
Aquela luz iluminou
As sendas mais escuras de sua inteligência
E enfim, ela entendeu.
Ela era dela e podia alçar os céus
No bico de um passarinho
Que voava pelo firmamento.
Nas patas de borboletas,
Abelhas e por fim,
Iria de volta para quem lhe deu a vida.
À terra!
Eliz Leão
Postado quarta-feira, 10/04/2024
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 10/04/2024. A página antiga registra a data sem horário.