Desamada
Ela passou pela vida
Levando sempre consigo
O brilho embotado no olhar
A esperança abatida
Vivendo sob a ferida
Sorrisos densos
Transformaram o seu vislumbrar
Cantava baixinho na rua
Para nunca ser ouvida
Mantendo em segredo, a voz
Para não desapontar
Já que era sempre calada
Vagando como alma penada
Cansada, desacreditada
Ela só, não queria chorar.
Eliz Leão
Para
@lucianacamposo
Postado quinta-feira, 11/04/2024
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 11/04/2024. A página antiga registra a data sem horário.