Se eu sumir, é por não querer incomodar,
porque a tristeza falou mais alto
e não quero atrapalhar.
Às vezes o meu teto desaba,
o sorriso foge
e a felicidade acaba.
Os gatilhos são as lembranças,
saudades do que já teve fim,
e a falta de esperanças,
de que ainda há algo bom para mim.
Mesmo em um dia bonito,
dentro de mim fica nublado.
Escorrem as lágrimas pelo que já é finito,
e sigo com o peito alagado.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 26/04/2024. A página antiga registra a data sem horário.