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A gente nasce vulnerável,

Arquivo da e-Revista · Priscila Moreira

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A gente nasce vulnerável,

Reprimidas desde cedo,

Crescemos com medo,

Em uma realidade deplorável.

O mundo é deles, não é nosso,

Nunca foi nosso...

Um dia resolvemos nos levantar

Não mais nos calar...

Mas sempre calam a nossa voz.

Quase sempre, somos a maioria,

Mas sempre nos veem como minoria,

E seguimos sós...

Porque o mundo é deles, não é nosso.

Em tudo somos julgadas,

Até quando somos vítimas,

Estamos erradas.

Amam nossos corpos em seus leitos,

Mas nos odeiam.

Suas vozes mais altas nos rodeiam,

Invalidando nossos direitos,

E o direito de ter direito,

Em um mundo injusto e imperfeito.

A emoção briga com a razão

E perdermos a consciência.

Enxergamos amor onde não há,

Qualquer migalha vira banquete.

Tememos que esse pouco se vá,

E permitimos que nosso coração vire tapete.

Do amor e de nós mesmas, a ausência,

Então, nos vestimos de carência,

E nos entregamos à dependência.

Fruto da insegurança,

De quando pintaram nossos espelhos

Para nos enxergarmos sempre pior,

Ensurdecidas para os bons conselhos,

Sem acreditar que merecemos o melhor.

poesia reflexiva


Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 18/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.

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