Não quero te amar.
Quero primeiro me desarmar.
Quero poder mirar
tuas nuvens,
com impulso de nadadeiras
deixando o chão.
Chorar a terra que escorre
dos dedos nascidos,
sorrir pela água
dos olhos dormidos...
Não,
não quero voar.
Quero primeiro me encontrar.
Quero poder,
posso querer
a leveza de chover
sobre teu mar.
Não quero te amar...
Amei sem querer.
Mas já é cedo;
não há mais medo:
Encontrei minhas asas
voando você.
Alberto Busquets.
#Desafio 086
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Ai! Quem dera ter um longo beijo teu agora
De tanto amor-calor que em mim se demora
Dilapidando cada momento em saudade...
Ai! Quem dera, ou dará razão a essa dor que chora
De plena falta, amplo abismo que se aflora
À pele arrepiada de ardente vontade...
Ai! Espaço crescente ante a ânsia minha
Quem dera ser a ponte trespassando em linha
O breu que nos afasta do nosso desejo...
Ai! Compasso tracejante do pé que caminha
Cruzar dez mil distâncias para ter-te sozinha
Quem dera ter você ao alcance de um beijo...
Alberto Busquets.
#Desafio 085
De tanto amor-calor que em mim se demora
Dilapidando cada momento em saudade...
Ai! Quem dera, ou dará razão a essa dor que chora
De plena falta, amplo abismo que se aflora
À pele arrepiada de ardente vontade...
Ai! Espaço crescente ante a ânsia minha
Quem dera ser a ponte trespassando em linha
O breu que nos afasta do nosso desejo...
Ai! Compasso tracejante do pé que caminha
Cruzar dez mil distâncias para ter-te sozinha
Quem dera ter você ao alcance de um beijo...
Alberto Busquets.
#Desafio 085
Durante a criação poética,
Prática sutil-imagética,
A minha mente trabalha
De duas formas incautas:
Ou o meu consciente fal(h)a,
Dizendo mais nas entrelinhas;
Ou meu inconsciente fal(t)a,
Trazendo palavras sozinhas.
Em meio à escrita,
Todo o intento poderá
Poetar-me ao inverso.
Mas, uma vez escrita,
O leitor a moldará
Ao seu próprio universo.
Alberto Busquets.
#Desafio 084
Prática sutil-imagética,
A minha mente trabalha
De duas formas incautas:
Ou o meu consciente fal(h)a,
Dizendo mais nas entrelinhas;
Ou meu inconsciente fal(t)a,
Trazendo palavras sozinhas.
Em meio à escrita,
Todo o intento poderá
Poetar-me ao inverso.
Mas, uma vez escrita,
O leitor a moldará
Ao seu próprio universo.
Alberto Busquets.
#Desafio 084
Para onde foram
todas aquelas músicas
que um dia já toquei?
Os instrumentos estão aqui;
eu estou aqui.
Mas meus dedos,
amortecidos e confusos,
teimam a desobedecer...
A palheta,
escorrendo pelas cordas,
vai-se também da minha mão.
Fragmentos:
é isso o que tenho.
Desmomentos
rearranjados e alinhavados
por boa vontade e desejo.
Pequenas harmonias
que, em minhas mãos
já foram música, um dia.
curtos solfejos,
cantarolados e desafinados
por boa vontade e desejo.
Volta-se ao estudo, então,
para re(animar ou criar)
a musicalidade em dó maior
dos meus sentidos.
(E uma ou outra
blue note para cutucar
vida nos meus ouvidos).
Alberto Busquets.
#Desafio 083
todas aquelas músicas
que um dia já toquei?
Os instrumentos estão aqui;
eu estou aqui.
Mas meus dedos,
amortecidos e confusos,
teimam a desobedecer...
A palheta,
escorrendo pelas cordas,
vai-se também da minha mão.
Fragmentos:
é isso o que tenho.
Desmomentos
rearranjados e alinhavados
por boa vontade e desejo.
Pequenas harmonias
que, em minhas mãos
já foram música, um dia.
curtos solfejos,
cantarolados e desafinados
por boa vontade e desejo.
Volta-se ao estudo, então,
para re(animar ou criar)
a musicalidade em dó maior
dos meus sentidos.
(E uma ou outra
blue note para cutucar
vida nos meus ouvidos).
Alberto Busquets.
#Desafio 083
Não sou quem era ontem.
Não sei quem serei amanhã.
Mas, e hoje?
Hoje soo diferente...
Mais maduro,
e inconsequente.
Mais amado,
talvez transparente?
Hoje sou diferente.
Sou mais eu,
a cada momento.
Sou mais meu
transbordando sentimento
de quem fui e de quem serei.
Hoje vou diferente.
novas asas
novo ventos
novas nuvens
e alimentos
com o amor
que hoje eu sei:
aumenta,
esquenta,
se reinventa.
Sempre sentirei.
Alberto Busquets.
#Desafio 082
Não sei quem serei amanhã.
Mas, e hoje?
Hoje soo diferente...
Mais maduro,
e inconsequente.
Mais amado,
talvez transparente?
Hoje sou diferente.
Sou mais eu,
a cada momento.
Sou mais meu
transbordando sentimento
de quem fui e de quem serei.
Hoje vou diferente.
novas asas
novo ventos
novas nuvens
e alimentos
com o amor
que hoje eu sei:
aumenta,
esquenta,
se reinventa.
Sempre sentirei.
Alberto Busquets.
#Desafio 082
todasasformasdepoesia 21/3/2025 Às vezes, precisamos calar a folha para ouvir a poesia. O Sol sempre brilhará. Três vezes, trinta e três, trezentos e trinta. Não há profundidade que me escureça. Nem tempestade: Em alto-mar, o céu mais desbotado também chove esperança à onda que ama. Alberto Busquets. 23 3
️ Via @todasasformasdepoesia:
todasasformasdepoesia 21/3/2025 Às vezes, precisamos calar a folha para ouvir a poesia. O Sol sempre brilhará. Três vezes, trinta e três, trezentos e trinta. Não há profundidade que me escureça. Nem tempestade: Em alto-mar, o céu mais desbotado também chove esperança à onda que ama. Alberto Busquets. 23 3
todasasformasdepoesia 21/3/2025 Às vezes, precisamos calar a folha para ouvir a poesia. O Sol sempre brilhará. Três vezes, trinta e três, trezentos e trinta. Não há profundidade que me escureça. Nem tempestade: Em alto-mar, o céu mais desbotado também chove esperança à onda que ama. Alberto Busquets. 23 3
️ Via @todasasformasdepoesia:
todasasformasdepoesia 21/3/2025
todasasformasdepoesia 21/3/2025
Às vezes,
precisamos
calar a folha
para ouvir
a poesia.
O Sol sempre
brilhará.
Três vezes,
trinta e três,
trezentos e trinta.
Não há profundidade
que me escureça.
Nem tempestade:
Em alto-mar,
o céu mais desbotado
também chove esperança
à onda que ama.
Alberto Busquets.
#Desafio 081
precisamos
calar a folha
para ouvir
a poesia.
O Sol sempre
brilhará.
Três vezes,
trinta e três,
trezentos e trinta.
Não há profundidade
que me escureça.
Nem tempestade:
Em alto-mar,
o céu mais desbotado
também chove esperança
à onda que ama.
Alberto Busquets.
#Desafio 081
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