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@tibianchini hĂĄ 1 ano
PĂșblico
O Sulfite e o Pecado đŸ…ąđŸ…”đŸ…§đŸ…§đŸ…§đŸ…ŁđŸ…žđŸ…€ O papel era branco, ingĂȘnuo, imaculado atĂ© que a caneta – essa serpente – deslizou seu veneno em vai-e-vens molhados, enchendo margens de versos indecentes. O tĂ­tulo? Um disfarce: "Soneto Inocente". Mas o corpo do texto, ah!, traĂ­a o enunciado: O verso era quente, a rima, ardente, com trocadilhos que ninguĂ©m interpreta errado... E quando a tinta secou, jĂĄ era tarde: sem mais pretextos, o sulfite gritava "mais!" em itĂĄlico e Caixa-alta, enquanto a caneta, satisfeita, nas folhas abertas descansava – mas sĂł atĂ© a prĂłxima pauta. Moral da histĂłria? AtĂ© o mais puro dos textos vira pornografia culta nas mĂŁos certas...

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