Universo da obra
Universo da obra
Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Triste Bahia! Oh quão dessemelhante
Estás, e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.
A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sangaz Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
Soneto barroco de Gregório de Matos sobre a Bahia colonial, em edição gratuita do Literunico, em domínio público, com leitura online por capítulo. O texto integra o acervo de clássicos brasileiros para busca, redes sociais, pesquisa por IA e leitura digital, com fonte pública validada no Wikisource.
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